Os casos de sarampo nos Estados Unidos atingiram um recorde de 33 anos, com quase 1.300 infecções confirmadas até agora em 2025. Os dados, divulgados pela Universidade Johns Hopkins, revelam que a doença, que já havia sido eliminada em 2000, voltou a ser uma preocupação significativa. Três mortes foram registradas, e a maioria dos casos ocorreu em pessoas não vacinadas.
Os surtos de sarampo foram reportados em 38 estados e no Distrito de Columbia. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), 92% dos infectados eram não vacinados ou tinham status vacinal desconhecido. O estado mais afetado é o Texas, com mais de 700 casos. Kansas e Novo México também registraram dezenas de infecções.
Crescimento da Sentimento Antivacina
A disseminação do sarampo está concentrada em comunidades com baixas taxas de vacinação, como algumas comunidades menonitas no Texas. O aumento do sentimento antivacina nos EUA tem contribuído para a atual crise. O Secretário da Saúde, Robert F. Kennedy Jr., que anteriormente minimizou a gravidade da situação, agora endossa a vacina tríplice viral (MMR) como a melhor forma de prevenção.
Historicamente, os casos de sarampo nos EUA eram mais elevados, com quase 28.000 infecções em 1990. A eliminação da doença foi alcançada em 2000, mas surtos esporádicos ocorreram em 2014 e 2019, com 1.274 casos confirmados. Em 2025, o número de infecções já ultrapassou essa marca.
Aumento na Vacinação
Como resposta ao surto, a vacinação contra o sarampo está aumentando. Entre 1º de janeiro e 16 de março, o Texas administrou 173.000 doses da vacina, um aumento em relação às 158.000 doses do mesmo período no ano anterior. A vacina MMR é 97% eficaz e também protege contra caxumba e rubéola.
Outros países, como o Reino Unido e o Canadá, também enfrentam surtos de sarampo. O Reino Unido registrou quase 3.000 casos em 2022, o maior número desde 2012, enquanto o Canadá reportou mais de 3.000 casos em 2025, principalmente nas províncias de Ontário e Alberta.
Entre na conversa da comunidade