Recentemente, o aumento de atendimentos médicos durante corridas de rua no Brasil gerou preocupações sobre a saúde dos atletas. Na Maratona do Rio, por exemplo, o número de atendimentos no hospital de campanha cresceu 40% em relação à edição anterior. Embora os casos de óbito sejam raros, duas mortes foram registradas em um único final de semana em junho.
Para enfrentar essa situação, a Yescom, organizadora de eventos como a Meia Maratona do Rio, anunciou a implementação de um novo controle de saúde. A partir de 17 de agosto, os corredores deverão preencher uma declaração específica atestando que estão saudáveis e preparados para a prova. Em um segundo momento, será exigido um atestado médico online no ato da inscrição.
Thadeus Kassabian, diretor da Yescom, defende um controle mais rigoroso, afirmando que a documentação atual é genérica. Ele destaca que a responsabilidade deve ser compartilhada entre atletas, organizadores e federações de atletismo. “Cada um tem de fazer a sua parte,” afirma Kassabian.
A Maratona do Rio, que teve um aumento de 35% no número de corredores, registrou casos de hiponatremia, hipotermia e desidratação, mas não houve óbitos. Pedro Pereira, gerente de produto do evento, ressalta a importância do preparo e acompanhamento profissional para evitar problemas de saúde.
A campanha de autocuidado “Corrida Segura”, promovida por diversas entidades, visa conscientizar os participantes sobre a importância de cuidar da saúde. A proposta é que, no futuro, a avaliação médica anual seja uma norma para os corredores. “O autocuidado e a educação são a saída mais eficaz,” afirma Guilherme Celso, presidente da Abraceo.
Os especialistas alertam que, apesar do aumento no número de participantes, os casos de morte súbita continuam raros. A prática esportiva é considerada benéfica, desde que realizada com acompanhamento adequado.
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