Um estudo recente revelou a presença de nanoplásticos no Oceano Atlântico Norte, destacando três tipos principais: polietileno tereftalato (PET), poliestireno (PS) e policloreto de vinila (PVC). A pesquisa, realizada por cientistas do Helmholtz Centre for Environmental Research, identificou concentrações médias de 18 miligramas por metro cúbico, o que equivale a 27 milhões de toneladas de nanoplásticos apenas na camada superior do oceano temperado a subtropical.
Os pesquisadores coletaram amostras de água em diferentes profundidades durante uma expedição em novembro de 2020. Os resultados mostraram que os nanoplásticos estavam distribuídos por toda a coluna d’água, sendo influenciados mais pelo movimento aleatório conhecido como movimento browniano do que pela gravidade. Essa descoberta é alarmante, pois os nanoplásticos, com diâmetro inferior a um micrômetro, podem ser absorvidos por organismos marinhos, afetando a cadeia alimentar.
Um aspecto intrigante do estudo foi a ausência de polietileno (PE) nas amostras, apesar de sua presença esperada nos oceanos. Os cientistas sugerem que o PE pode estar passando por transformações químicas rápidas ou afundando rapidamente no fundo do mar. Tony Walker, cientista ambiental da Dalhousie University, ressaltou que a capacidade dos nanoplásticos de atravessar membranas celulares pode permitir sua incorporação em fitoplânctons, que são fundamentais para a base da cadeia alimentar marinha.
Essas descobertas ressaltam a gravidade da poluição plástica marinha, que já é uma preocupação global. A pesquisa não apenas amplia o entendimento sobre a distribuição de plásticos nos oceanos, mas também levanta questões sobre os impactos potenciais na saúde dos ecossistemas marinhos e, consequentemente, na saúde humana.
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