A Eli Lilly anunciou resultados positivos de um estudo com seu comprimido experimental orforglipron, que ajuda a controlar o açúcar no sangue e a perder peso em pacientes com diabetes tipo 2. Os resultados impulsionaram as ações da empresa em mais de 15%. O orforglipron faz parte da classe de medicamentos GLP-1, que regulam o açúcar no sangue e diminuem o apetite, mas, ao contrário dos outros medicamentos dessa classe, que são injetáveis, ele é tomado em forma de comprimido, o que pode ser mais conveniente para muitos pacientes. O estudo mostrou que os participantes perderam, em média, 7,9% do peso corporal, superando as expectativas de analistas. A Lilly planeja pedir a aprovação do orforglipron para obesidade ainda este ano e para diabetes tipo 2 em 2026. Essa novidade surge em um momento em que a Pfizer interrompeu o desenvolvimento de um comprimido similar, o que pode beneficiar a Lilly na liderança do mercado de medicamentos para emagrecimento.
Lilly anuncia pílula para diabetes com resultados positivos em estudo
A farmacêutica Eli Lilly divulgou resultados promissores de um estudo com orforglipron, um comprimido experimental para o tratamento de diabetes tipo 2. O medicamento demonstrou eficácia na redução do açúcar no sangue e na perda de peso dos participantes, impulsionando as ações da empresa em mais de 15% na última quinta-feira.
Orforglipron pertence à classe de medicamentos GLP-1, que atuam regulando o açúcar no sangue e suprimindo o apetite. Atualmente, os principais GLP-1 disponíveis no mercado – Zepbound e Mounjaro, da Lilly, e Wegovy e Ozempic, da Novo Nordisk – são administrados por meio de injeções semanais.
Segurança e tolerabilidade são pontos-chave
Para investidores, a segurança e a tolerabilidade do comprimido foram os destaques do estudo, com um perfil considerado consistente com a classe GLP-1. Não foram observadas preocupações com a segurança do fígado, um ponto de atenção em medicamentos orais.
Os pacientes com diabetes tipo 2 que participaram do estudo perderam, em média, 7,9% do peso corporal, o equivalente a cerca de 16 quilos. Analistas do JPMorgan estimavam uma perda entre 5% e 6%, o que reforça as expectativas para o estudo focado em obesidade, com resultados esperados ainda este ano.
Alternativa para quem evita injeções
A Lilly planeja submeter o orforglipron para aprovação no tratamento da obesidade ainda este ano e para diabetes tipo 2 em 2026. A empresa destaca que a pílula pode ser uma opção para pacientes que hesitam em usar injeções ou que vivem em regiões com dificuldades de logística para medicamentos refrigerados.
“Estou animado com o orforglipron não porque ele dará mais perda de peso ou melhor tolerabilidade, mas porque é um comprimido, é oral e isso pode ajudar muitas pessoas que podem ser relutantes em usar um injetável”, afirmou Dan Skovronsky, diretor científico da Lilly, em entrevista.
Pfizer descontinua pesquisa similar
A notícia ocorre em um momento em que a Pfizer interrompeu o desenvolvimento de um comprimido oral GLP-1 para obesidade, após um paciente apresentar possível lesão hepática induzida pelo medicamento. A decisão abre espaço para a Lilly se consolidar como líder no mercado de medicamentos para emagrecimento.