A chegada do 6G promete revolucionar a conectividade global, multiplicando a velocidade atual por mil e reduzindo a latência a microssegundos. A nova tecnologia, que deve ser lançada comercialmente a partir de 2029, integra inteligência artificial de forma nativa e permitirá a transmissão de sensações como paladar e olfato.
Com o 6G, a capacidade de conexão de dispositivos será significativamente ampliada. A nova rede não apenas melhorará a velocidade e a densidade, mas também permitirá a criação de uma “internet dos sentidos”, onde interações vão além das telas. A União Internacional das Telecomunicações (ITU) está liderando a agenda de desenvolvimento, enquanto organizações como o 3GPP trabalham em padronizações.
No Brasil, a Anatel já discute a divisão da frequência de 6 GHz entre 6G e wi-fi, com leilão previsto para 2026. A expectativa é que países como a China, que já experimentam o 5G Advanced, liderem a implementação do 6G. A latência reduzida trará mais confiabilidade para aplicações como streaming e internet das coisas (IoT), além de suportar inovações em mobilidade autônoma e indústria 4.0.
Carlos Lauria, diretor de relações governamentais da Huawei Brasil, destaca que a IA será uma parte essencial do 6G. A tecnologia, que atualmente enriquece processos específicos, será integrada às soluções de forma nativa. Isso permitirá um monitoramento mais eficiente e uma gestão aprimorada do uso de espectro e energia.
Além disso, o 6G promete uma ubiquidade sem precedentes, com conectividade disponível a qualquer hora e lugar. Redes de satélites apoiarão essa nova era de multi conectividade. A rede também atuará como um sensor, utilizando radiofrequência para detectar o ambiente em tempo real, possibilitando aplicações como cirurgias remotas e experiências sensoriais à distância.
Experimentos já estão sendo realizados por empresas como a NTT Docomo, que testam a transmissão de sensações físicas. A Fill Tech, por exemplo, investiga a decomposição de moléculas de sabores para transmitir paladares. O Centro de Competência Embrapii Inatel, em parceria com o Instituto Indiano de Tecnologia Mandi, busca inserir interesses brasileiros no processo de padronização do 6G.
Edvaldo Santos, vice-presidente de P&D&I da Ericsson, afirma que o 6G unirá o mundo físico e digital. A tecnologia permitirá a interação em tempo real entre objetos não conectados, avançando a autonomia veicular e a eficiência em cidades inteligentes. O futuro da conectividade está prestes a ser transformado por essas inovações.
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