Gramado (RS) – A presidente do conselho do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, destacou a importância da inovação e da adaptação das pequenas e médias empresas durante o Gramado Summit, que ocorre de 4 a 6 de junho. Em seu painel, ela afirmou que a crise pode ser uma oportunidade para crescimento e colaboração no Brasil.
Trajano enfatizou que o Brasil possui um grande potencial, mas é necessário acreditar em si mesmo. “Nós nascemos startup. O brasileiro é criativo, adaptável, empreendedor por natureza. Só falta a gente acreditar mais na gente”, disse. O Magazine Luiza, que já é referência em inovação, investiu em tecnologias desde o lançamento de seu primeiro site nos anos 2000.
Nos últimos cinco anos, a empresa, com faturamento de R$ 65 bilhões, realizou dezoito aquisições em áreas como logística e fintech. Entre as aquisições estão a Netshoes e a KaBuM!. Trajano explicou que essas movimentações visam fortalecer o ecossistema da companhia e melhorar a experiência do cliente.
Inovação e Digitalização
A empresária também apresentou a Magalu Cloud, uma plataforma de nuvem corporativa que já atende mais de 2.500 clientes, focando em pequenos e médios negócios. “Estamos dando acesso ao que antes era privilégio de grandes empresas. Isso é soberania digital”, afirmou.
Trajano abordou a transformação digital no varejo, defendendo que as lojas físicas não vão desaparecer, mas precisam se reinventar. “O que morre é o que não se reinventa”, destacou. O Magazine Luiza, com 1.300 lojas e mais de 40.000 colaboradores, tem investido para integrar suas operações físicas e digitais.
Oportunidades em Tempos de Crise
Durante sua fala, Trajano também mencionou os desafios enfrentados pelos pequenos empresários, como os altos custos e a dificuldade de digitalização. Ela ressaltou que a crise deve ser vista como uma oportunidade para inovar. “Quando se está em crise, é momento de lutar mais”, afirmou.
A empresária fez um apelo aos empreendedores para que vejam o Brasil como um projeto coletivo, onde todos têm um papel na construção de um futuro mais competitivo. “Vamos parar de repetir que não dá. Vamos olhar para o Brasil como um projeto nosso”, concluiu.
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