A Tools for Humanity suspendeu as operações de registro de íris no Brasil após a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) interromper incentivos financeiros relacionados à criptomoeda Worldcoin. A nova diretora-geral no Brasil, Juliana Felippe, busca um modelo regulatório que permita a retomada do registro, enfatizando a necessidade de educação sobre o projeto e transparência com a ANPD.
Felippe, em entrevista à EXAME durante o evento TokenNation 2025, afirmou que a empresa está disposta a dialogar com os reguladores para encontrar um modelo viável. A suspensão das operações ocorreu em fevereiro, poucos meses após o início do registro de íris, devido a preocupações da ANPD sobre o consentimento dos usuários e o tratamento de dados sensíveis.
A ANPD destacou que a concessão de recompensas financeiras poderia prejudicar a obtenção do consentimento dos titulares de dados pessoais. Felippe acredita que é possível retomar o registro de íris, essencial para a concessão da World ID, a identidade digital do projeto, respeitando as exigências regulatórias.
A nova executiva ressaltou que a operação no Brasil é recente e que a empresa está comprometida em operar alinhada às autoridades locais. “Queremos operar 100% alinhados às autoridades locais, mas também ajudar a resolver fraudes online de forma escalável,” afirmou. A Tools for Humanity pretende educar o público sobre o funcionamento do World e a importância da privacidade.
A empresa pausou os registros para abrir um canal de comunicação com a ANPD e entender como operar de forma estruturada. Felippe não especificou quando os registros serão retomados, mas destacou a importância de trabalhar em casos de uso do protocolo, especialmente na segurança e prevenção de fraudes. “A identidade anônima é uma tecnologia de ponta,” concluiu.
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