Adam Becker, em seu novo livro More Everything Forever, critica a ideologia de salvação tecnológica promovida por figuras do Vale do Silício, como Alan Kay, Sam Altman e Elon Musk. Segundo Becker, essa ideologia, que acredita que a tecnologia pode resolver todos os problemas da humanidade, pode resultar em danos ambientais e sociais.
Becker argumenta que os bilionários da tecnologia compartilham uma visão comum sobre o futuro, que inclui a criação de uma superinteligência artificial e a colonização de Marte. Ele descreve três pilares centrais dessa ideologia: a certeza de que a tecnologia pode resolver qualquer questão, a necessidade de crescimento contínuo e uma obsessão por transcender limites físicos e biológicos.
O autor alerta que essa crença pode ser uma justificativa para ações que ignoram problemas atuais, como a destruição ambiental e a desigualdade social. Becker destaca que a ideologia de salvação tecnológica se conecta a outras correntes de pensamento, como o transhumanismo e o efetivismo, que também têm raízes problemáticas.
Críticas e Consequências
Becker observa que a narrativa de um futuro utópico, promovida por esses líderes, pode ser sedutora, mas também perigosa. Ele afirma que essa visão simplifica questões complexas e pode levar a um aumento da autoritarismo e da desigualdade. O autor sugere que a única maneira de romper com essa ideologia é reconhecer suas origens e consequências.
Além disso, ele menciona que muitos dos conceitos defendidos por esses bilionários têm ligações com ideologias históricas problemáticas, como o eugenismo e o fascismo. Becker conclui que a falta de crítica e regulação no setor tecnológico contribuiu para a perpetuação dessas ideias, que podem ter um impacto negativo significativo no futuro da sociedade.
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