Michèle Lamy, designer e cofundadora da Owenscorp, expressou sua fascinação pela inteligência artificial (IA) durante uma recente entrevista. Lamy destacou a exposição do diretor de cinema Bennett Miller, que apresentou fotografias geradas por IA na Gagosian Paris. As obras, que inicialmente parecem simples, revelam distorções sutis, como fumaça saindo do cabelo de uma mulher, levando os espectadores a questionar a realidade.
Lamy, que se envolveu com o programa Midjourney, descreveu sua experiência como imersiva. Ela elogiou a capacidade da IA de criar imagens a partir de comandos específicos, proporcionando uma sensação de surpresa, como se a máquina estivesse lendo sua mente. Para ela, a IA representa uma oportunidade criativa sem precedentes, um espaço onde novas ideias podem emergir.
Crítica ao Mercado de Arte
Entretanto, Lamy não hesitou em criticar a venda de obras de IA pela casa de leilões Christie’s. Ela argumenta que essa prática perpetua o sistema capitalista, em vez de abrir caminho para uma nova utopia criativa. A designer pediu que Christie’s reconsiderasse suas ações, afirmando que a IA deveria ser uma ferramenta para transformar o sistema artístico, e não para mantê-lo.
Além de suas reflexões sobre IA, Lamy também comentou sobre a nova geração de artistas e criadores. Ela mencionou o rapper Travis Scott e seu álbum *Utopia*, que, segundo ela, traz esperança em tempos difíceis. Para Lamy, a energia e as ideias inovadoras dos jovens são essenciais para moldar um futuro mais promissor.
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