Em uma atualização de uma importante operação de conservação, três águias-carecas brancas, parte de um programa de reintrodução, estão desaparecidas. A investigação policial ocorre em várias regiões do Reino Unido.
A iniciativa é liderada pela Forestry England em parceria com a Roy Dennis Wildlife Foundation. O objetivo é recolocar a espécie no norte da Inglaterra, após mais de dois séculos sem registro parental na região.
Um filhote nascido na natureza neste ano, em Sussex, integra o conjunto de aves desaparecidas. Desde 2019, 37 aves foram soltas na Ilha de Wight, com sucesso reprodutivo.
Desenvolvimento do caso
A Forestry England informou que dispositivos de rastreamento por satélite de duas águias foram encontrados em setembro, aparentemente cortados e abandonados perto da última localização registrada. O episódio gerou investigação policial.
O tag de um filhote identificado como G842 foi recuperado no rio Rother, próximo a Petersfield, na fronteira de Hampshire com Sussex, em 26 de setembro. O dispositivo foi removido com uma ferramenta afiada.
Buscas na área não localizaram o corpo da ave. A polícia de Sussex pediu informações de pessoas que estiveram em Harting Down ou Petersfield na noite de 20 de setembro.
Outros relatos e impactos
Tim Mackrill, da Roy Dennis Wildlife Foundation, destacou que a população local se emocionou com os primeiros sinais de retorno das águias. A destruição recente é considerada chocante pelos técnicos.
A Dyfed Powys Police investiga um caso semelhante ocorrido em 13 de setembro, com o rastreador da águia G615 encontrado em uma área de charneca próxima ao reservatório Gwgia, em Tregynon.
A Police Scotland trata o desaparecimento de outra ave como suspeito. O rastreador da águia G819 parou de transmitir dados em 8 de novembro, na região das colinas Moorfoot.
Repercussão local
O grupo Birds of Poole Harbour manifestou repúdio a qualquer forma de perseguição ilegal. A entidade apoia ações de conservação na costa de Dorset, onde um filhote de águia careca macho nasceu neste ano.
Em nota divulgada, o grupo destacou que a recolonização está ainda no estágio inicial, e ataques contra as aves podem dificultar a recuperação da espécie em toda a sua área histórica.
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