O governo de Bangladesh manteve, desde 2019, a meta de substituir tijolos tradicionais por blocos de concreto e outras alternativas em obras públicas até junho de 2025. A maior parte dos projetos continua usando tijolo tradicional.
Segundo autoridades, cerca de 7 mil usinas de tijolo sulcam cerca de 9,5 milhões de metros cúbicos de superfície de solo anualmente, tornando áreas agrícolas improdutivas por anos. Emissões do setor giram em torno de 3% do total.
Entre as alternativas técnicas estão blocos de cimento, blocos estabilizados de terra comprimida (CSEB) e materiais feitos a partir de sedimentos de rios. Tais opções prometem reduzir custos e conservar solo fértil.
Progresso e entraves
Dados indicam que apenas o Ministério da Habitação e Obras Públicas atingiu uso 100% de materiais limpos até agora; outros ministérios ficam atrás. A transição segue com metas ainda não atingidas pelo conjunto da administração pública.
Md. Ziuaul Haque, da Secretaria de Meio Ambiente, afirmou que existe a intenção de estabelecer um novo cronograma com diretrizes mais rígidas para alcançar 100% de materiais limpos. A adesão atual estaria entre 30% e 40%.
O problema fiscal atrapalha a adoção. A cobrança de 15% de imposto sobre valor agregado (IVA) sobre materiais alternativos eleva o custo relativo dos blocos ecológicos frente aos tijolos tradicionais, desincentivando o investimento.
Medidas fiscais e planos futuros
Especialistas afirmam que, sem ajuste tributário, a demanda por produtos alternativos tende a permanecer baixa, mesmo com capacidade produtiva suficiente. Oficiais estudam ampliar o uso de alternativas em obras públicas como estratégia ambiental e de solo.
O governo discute estabelecer um novo prazo e impor direções firmes às agências para que avancem para o uso total de materiais limpos. A meta é reativar a transição que enfrenta atraso generalizado.
Entre as fontes governamentais, há expectativa de ampliar programas de incentivo e reduzir barreiras à entrada de produtos alternativos. A avaliação ressalta benefícios de longo prazo para solo e emissões, com impactos na economia de construção.
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