O clima dos EUA ficou mais quente em 2025, com emissões de gases de efeito estufa aumentando 2,4% em relação a 2024. O impulso veio da demanda por aquecimento e do uso maior de energia elétrica impulsionada pela IA, aponta um relatório independente divulgado nesta terça-feira.
Os autores destacam que o crescimento ocorreu antes de medidas do governo Trump favorecerem combustíveis fósseis mostrarem efeito concreto. Nos dois anos anteriores, as emissões haviam recuado, sustentam o Rhodium Group, com sede em Nova York.
Entre 2024 e 2025, a pegada de carbono subiu sobretudo por edifícios e pelo setor elétrico, responsáveis por 6,8% e 3,8% das emissões, respectivamente. A demanda de aquecimento e o crescimento da geração elétrica aparecem como principais motivos.
Emissões por energia e eficiência
Na geração de energia, o gás natural subiu de preço para aquecimento e houve maior exportação de gás natural liquefeito, o que favoreceu o retorno do carvão, gerando 13% a mais de eletricidade em relação a 2024. A solar avançou 34%, elevando a participação de eletricidade sem emissões para 42%.
No setor elétrico, centros de dados, mineração de criptomoedas e grandes consumidores aumentaram a demanda por energia, segundo o Rhodium Group. Em transporte, as emissões permaneceram estáveis enquanto a economia se reequilibra.
Contexto político e perspectivas
O relatório usa dados oficiais combinados a modelos econômicos para estimar as emissões anuais. O Rhodium Group aponta que, apesar da energia solar ter destacado-se, as políticas no governo atual tentam reduzir incentivos a fontes renováveis, o que dificulta quedas rápidas no longo prazo.
A trajetória de médio prazo é incerta, e o país permanece distante da meta de redução de 50% a 52% até 2035, em relação a 2005. O documento destaca a importância de continuar ampliando renováveis e eficiência.
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