A Tether lançou um sistema operacional de mineração de código aberto para Bitcoin, chamado Mining OS ou MOS. O anúncio ocorreu em 2 de fevereiro, durante o Plan 9 Forum em San Salvador, com a oferta de uma solução pronta para uso por mineradores de diferentes portes. A proposta é controlar, observar e automatizar a mineração por meio de uma camada única de gestão.
O MOS busca substituir pilhas de software desencontrados que hoje gerem uso das máquinas, infraestrutura de energia, resfriamento e logística. Segundo a empresa, o sistema monitora não apenas o hashrate, mas também eficiência energética, saúde dos dispositivos e infraestrutura do site, em tempo real.
A tecnologia é descrita como modular e peer-to-peer, podendo operar em hardware leve para pequenas implantações ou em sites industriais com centenas de milhares de máquinas. A Tether afirma que MOS não depende de provedores de software centralizados.
Junto do MOS, a Tether anunciou o Mining Software Development Kit, o Mining SDK, que serve como base do MOS e será lançado em parceria com a comunidade de código aberto em breve. O objetivo é ampliar a abertura da pilha de mineração.
Paolo Ardoino, CEO da Tether, explicou que abrir o código da pilha de mineração reduz barreiras de entrada e a dependência de plataformas proprietárias. A empresa pretende impulsionar a adoção com infraestrutura mais acessível.
O momento para o lançamento é delicado para o setor de mineração de Bitcoin. A rentabilidade foi comprimida desde 2025, em meio a queda do preço da criptomoeda e ajustes de recompensa por bloco após o halving. A taxa de hash da rede atingiu patamares recordes.
No início de 2026, a rede desacelerou abaixo de 1000 EH/s pela primeira vez desde setembro, com quedas pontuais associadas a tempestades no inverno e menor lucratividade. A dificuldade já recuou em várias leituras, trazendo margens um pouco mais estáveis para alguns mineradores.
Analistas apontam que essa retração pode melhorar temporariamente as margens dos mineradores remanescentes, ainda que a competição permaneça elevada. A entrada da Tether no software de mineração amplia seu ecossistema em ativos digitais.
A Tether, conhecida pela emissão do USDT, reportou lucro líquido superior a 10 bilhões de dólares em 2025. A empresa também expande operações para ativos tokenizados, como ouro via XAUT, e parcerias de pagamento como a carteira MiniPay da Opera.
Fontes associadas ao setor destacam que o MOS pode redefinir a gestão de operações de mineração, tanto para operações domésticas quanto para grandes operações industriais, ao consolidar dados, energia e desempenho em uma única plataforma.
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