A proposta envolve mudanças nas regras de proteção ao vaquita, a mascote marinha mais ameaçada do mundo, que vive no Golfo de Califórnia. Autoridades mexicanas estudam reduzir áreas protegidas para facilitar atividades pesqueiras.
O foco da revisão é o estreito corredor oceânico onde restam apenas cerca de 10 vaquitas. A ideia é abrir parte do habitat à navegação e à pesca, com base em pesquisas científicas e na pressão de comunidades pesqueiras.
A proposta é elaborada por várias secretarias, com participação do SEMARNAT, e recebeu input de representantes do setor pesqueiro. O documento ainda não foi tornado público.
A redução abrangeria a zona de proibição de redes de emalhar, que hoje protege grande parte do lar do animal. O zonamento manteria áreas de manejo, mas reduziria o escopo de proteção.
Entre as mudanças esperadas está a diminuição da área ao redor do refúgio e da zona de Proibição de Emalhar, além da criação de uma área de uso especial para determinadas atividades de pesca.
Especialistas ressaltam riscos: reduzir o território protegido pode aumentar o contato com redes e reduzir as chances de recuperação da espécie, que já enfrenta queda populacional significativa.
A adoção da proposta depende de decisões das agências envolvidas, sem data marcada. Órgãos como a Marinha, a Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas e a Procuradoria Ambiental não comentaram o assunto até o momento.
Estudos citados na análise interna associam menor atividade de vaquitas na área alvo pela redução, mas críticos afirmam que o habitat precisa de proteção maior para a recuperação.
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