O frio extremo que atinge Nova York pode reduzir a população de ratos na cidade, após 18 dias de temperaturas negativas. Pelo menos 20 pessoas morreram por causas relacionadas ao frio, e o recuo de roedores é visto como efeito colateral não intencional do clima severo.
Especialistas apontam que a falta de detritos nas ruas, com neve e gelo cobrindo fachadas e calçadas, dificulta a alimentação das ratos e pode interromper a reprodução. O impacto no rodízio de roedores ainda não é quantitativo, mas há relatos de menor visualização de roedores nas áreas públicas.
Em Manhattan, moradores relatam encontros menos frequentes com roedores em áreas comuns e subsolos. Um funcionário de manutenção relata encontrar ratos congelados ao limpar passeios; ele não vê sinais de atividade recente. Comerciantes também observam mudanças no padrão de visitas de roedores a estabelecimentos.
O contexto envolve a espécie dominante, a Rattus norvegicus, que não hiberna, mas está forçada a concentrar-se em abrigos protegidos pela queda de comida de rua. A redução de detritos poderia afetar especialmente filhotes e jovens menos capazes de resistir ao frio.
Segundo especialistas, a população total da cidade é estimada em cerca de três milhões de roedores. O novo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, ainda não anunciou planos específicos de controle, enquanto o antecessor Eric Adams priorizou ações de erradicação, inclusive com uma figura institucional dedicada.
A rede de serviços urbanos mantém a vigilância, mas não há indicação de militarização da política de controle de pragas neste momento. A administração atual sinaliza equilíbrio entre saúde pública, bem-estar animal e estratégias de manejo urbano.
Analistas destacam que, mesmo com quedas temporárias, não se espera a erradicação completa dos roedores. O objetivo reduzido seria um planejamento de longo prazo para minimizar impactos nos bairros, sem comprometer a convivência com a cidade.
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