Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ferramenta de hacking de iPhone do governo dos EUA em mãos de espiões estrangeiros

Kit Coruna, possivelmente criado para o governo dos EUA, chega a espiões russos e criminosos, ampliando ataques a iPhone na Ucrânia e na China

Photo-Illustration: Wired Staff; QI YANG/Getty Images
0:00
Carregando...
0:00

O Google Threat Analysis Group divulgou informações sobre o kit de hacking Coruna, um conjunto avançado de técnicas para comprometer iPhones. O software, utilizado para explorar vulnerabilidades do iOS, pode instalar malware quando o usuário visita sites com código de exploração. A exposição ocorreu nesta semana em relatório público.

Segundo o estudo, Coruna reúne 23 vulnerabilidades do iOS, em uma única suíte de exploração capaz de driblar defesas do aparelho. Evidências indicam que o kit passou por várias mãos e esteve ativo em diferentes campanhas, com finalidades distintas, desde espionagem até atividades criminosas.

A investigação identifica etapas distintas: em 2023, componentes de Coruna apareceram em uma operação descrita pela Google como “cliente de empresa de vigilância”; em fevereiro do ano seguinte, uma versão mais completa surgiu em uma campanha de espionagem atribuída a um grupo de espionagem russo, ocultando o código em sites ucranianos. Mais recentemente, Coruna foi usado em campanhas lucrativas que atingiram usuários de sites chineses que promovem criptomoedas e jogos de azar.

A partir das análises da empresa iVerify, o código pode ter sido originalmente criado para o governo dos EUA e vendido a clientes governamentais. A relação entre ferramentas associadas a Coruna e módulos já vinculados a operações de espionagem levanta questões sobre a origem e a evolução de ferramentas de alto custo utilizadas no âmbito estatal.

Especialistas ressaltam que a circulação de um kit tão valioso em mãos diversas amplia o risco de uso indevido. A disseminação de técnicas zero-day, conforme o relatório, sugere um mercado ativo de exploits de segunda mão, com múltiplos agentes capazes de adaptar componentes a novas vulnerabilidades.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais