O ice polar sofre novas evidências de risco para espécies associadas. A IUCN Red List atualizou o status do furão-azulado-antártico (Arctocephalus gazella) de menos preocupação para em perigo, com a avaliação mais recente ocorrendo em 2024.
Conforme o levantamento, a população de focas-pretas diminuiu pela metade nos últimos 25 anos, saindo de cerca de 2,2 milhões de adultos em 1999 para 944 mil em 2025. A queda é atribuída à disponibilidade reduzida de alimento.
Maiores temperaturas e recuo da testemunha de gelo forçam concentrações de krill a águas mais profundas e frias, prejudicando o alimento das crias. A competição com navios de pesca para krill também agrava a pressão.
A Noruega propôs, em outubro de 2025, dobrar o limite de captura de krill no Oceano Antártico, o que aumenta tensões sobre a conservação de espécies dependentes do alimento. A situação afeta principalmente filhotes com menos de um ano.
Jaume Forcada, pesquisador do British Antarctic Survey, ressaltou que é essencial enfrentar as causas do aquecimento global para evitar perdas adicionais. Já Kit Kovacs, co-presidente do Grupo de Conservação de Pinnípedes da IUCN, afirmou que mudanças ambientais impactam todas as espécies dependentes de gelo.
Outros sinais de alerta aparecem em diferentes regiões do planeta. Na Antártida, o penguim-imperador também passou a ser classificado como ameaçado, após perdas de gelo que afetam a sobrevivência dos filhotes. No Ártico, medidas de relisting refletem o avanço da mudança climática sobre focas e habitats gelados.
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