A arena olímpica de Montreal, marcada pela torre inclinada, é um marco de concreto com 165 metros de altura. Projetada pelo arquiteto Roger Taillibert, a estrutura sustenta o teto retrátil por meio de cabos de aço, com a torre inclinada em 45 graus. O centro de gravidade é estabilizado por uma base profunda no solo.
A construção, concluída 11 anos após os Jogos, ficou conhecida pela ousadia estrutural. O estudo do RAIC destaca o edifício como exemplo de ambição e complexidade em climas frios extremos. A torre tornou-se símbolo do estádio e da cidade.
O teto original, previsto em Kevlar, enfrentou problemas de peso de neve e falhas no mecanismo de retração. Rasgos frequentes levaram à substituição por estruturas fixas, assegurando a segurança durante o inverno e a vida útil da arena.
Estrutura e especificações
Altura da torre inclinada: 165 metros, a mais alta do mundo nesse formato. Ângulo de inclinação de 45 graus supera marcas como a Torre de Pisa. O projeto destaca a resistência necessária para suportar o teto e o conjunto mecânico.
O Big O, apelido do estádio, exibe um observatório com acesso por funicular de vidro. A cabine percorre o percurso em poucos minutos e permanece nivelada ao longo da subida pela face curva da torre.
Legado urbano
O complexo olimpico moldou o bairro de Hochelaga-Maisonneuve e hoje abriga o Biodôme e o Jardim Botânico, integrando ciência, natureza e esporte. O custo elevado de construção e manutenção ficou conhecido pelo apelido The Big Owe.
A arena de Montreal representa uma fase marcante da arquitetura brutalista, com concreto exposto como elemento estético. O conjunto contrastou com os estádios modernos, que privilegiam estruturas mais leves e funcionais.
O legado técnico e urbano da Torre de Montreal permanece como referência para engenharia de estruturas em climas desafiadores. O projeto demonstra como riscos elevados podem resultar em patrimônios duradouros e icônicos.
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