A jornalista Marcela Monteiro, de 40 anos, anunciou a gravidez do primeiro filho. Ela está esperando o bebê em parceria com o arquiteto Renan Caruso, e a gestação ocorreu de forma natural após o congelamento de óvulos em 2024. O caso ajuda a ilustrar a tendência de maternidade tardia no Brasil.
Segundo dados do IBGE, a parcela de mulheres que optam por ter filhos aos 40 anos aumentou cerca de 60%. A prática ganha relevância em discussões sobre saúde materna e infantil, especialmente quando envolve planejamento reprodutivo e acesso a informações médicas.
O tema ganhou espaço no debate público ao tratar de cuidados com a saúde da mãe e do bebê a partir dessa faixa etária. A reportagem destaca que a decisão de adiar a maternidade envolve fatores como carreira, estabilidade financeira e autonomia.
A experiência da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, é citada como exemplo de aumento desse perfil de pacientes nas maternidades. A instituição aponta avanço nas técnicas de fertilização e no conhecimento sobre planejamento reprodutivo.
Paulo Marinho, coordenador de obstetrícia da instituição, ressalta que o grupo de gestantes acima dos 40 anos tem crescido, mesmo com a faixa etária entre 20 e 35 anos mantendo sua participação expressiva. Acesso a informações influencia a decisão de engravidar.
Ele orienta que riscos existem em qualquer idade e que o diálogo sobre gravidez tardia não visa desencorajar, mas reduzir complicações. O especialista frisa a importância do planejamento reprodutivo desde a juventude.
No acompanhamento pré-natal, o protocolo é o mesmo para todas as idades, com ajustes quando surgem necessidades específicas. O avanço tecnológico em diagnóstico e tratamento é citado como fator que melhora a avaliação de gestantes acima de 40 anos.
O obstetra aponta que não é possível generalizar a saúde de uma gravidez tardia para todos os casos. Condições socioeconômicas e emocionais atuais influenciam resultados, tornando a avaliação individual essencial.
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