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El Niño 2026 pode trazer impactos moderados ao Brasil, apontam especialistas

El Niño 2026 deve persistir até início de 2027, com chuva acima da média no Sul entre julho e setembro e calor elevado no segundo semestre, aumentando o risco de incêndios

Região Sul deve ter chuvas acima da média no trimestre que vai de julho a setembro; na foto, enchentes no RS em 2024
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O Instituto Nacional de Meteorologia divulgou o 1º boletim sobre o El Niño em 2026, detalhando monitoramento, previsões e impactos esperados no Brasil. O documento aponta probabilidade alta de influência do fenômeno até o início de 2027.

A parceria envolveu o INMET, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, o Serviço Geológico do Brasil e a Defesa Civil Nacional.

O Boletim destaca que as informações serão atualizadas mensalmente para apoiar decisões governamentais e de gestão de recursos hídricos, bem como indicadores de risco em todo o país.

Previsões por região

A previsão para julho a setembro de 2026 indica chuva acima da média na Região Sul. No Centro-Norte, espera-se menos chuva que a média histórica.

Há alta probabilidade de temperaturas acima da média no segundo semestre, o que pode aumentar ondas de calor e incêndios florestais em áreas vulneráveis.

Modelos indicam mais de 90% de permanência do El Niño até o início de 2027, com potencial de El Niño muito forte em 2026, caso as anomalias de temperatura avancem acima de 2,0°C.

Monitoramento e ações

O boletim frisa a necessidade de acompanhamento diário e mensal de impactos na agricultura, em rios e reservatórios. Riscos de inundações e deslizamentos também são destacados.

Defesa Civil Nacional reforça orientações de autoproteção para população, enquanto governos e instituições trabalham de forma integrada para reduzir impactos do fenômeno. O monitoramento contínuo sustenta a gestão de riscos e desastres no país.

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