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Justiça alemã responsabiliza Meta por anúncios falsos no Facebook e Instagram

Empresa foi condenada a retirar publicações, indenizar envolvidos e revelar informações sobre a receita obtida com as propagandas

Logotipo tridimensional da Meta em azul metálico, cercado por ícones flutuantes do Facebook, Instagram, WhatsApp e Messenger sobre fundo azul claro
Meta é responsabilizada por anúncios falsos em suas redes na alemanha (Crédito: Mariia Berezovsky/Unsplash)

A Justiça da Alemanha decidiu que a Meta pode ser responsabilizada por anúncios fraudulentos publicados por terceiros no Facebook e no Instagram. A decisão, foi divulgada nesta quinta-feira (17), determina que a empresa remova esse tipo de conteúdo e pague uma indenização.

O processo foi apresentado pelo operador de um portal financeiro alemão e por seu fundador. O logotipo do site e a imagem do fundador, ambos protegidos por marca registrada, foram usados sem autorização em publicações que recomendavam investimentos e que, segundo a ação, tinham intenção fraudulenta.

Somente em agosto de 2024, o operador do portal denunciou à Meta quase 260 violações. Apesar das notificações, a empresa levou até 62 dias para retirar parte das publicações, segundo o tribunal.

Tribunal aponta controle da Meta sobre conteúdo

A Justiça alemã concluiu que a Meta não poderia usar a defesa de “falta de conhecimento” prevista na Lei de Serviços Digitais. Segundo o tribunal, diferentemente de plataformas com feeds puramente cronológicos, a empresa exerce controle sobre o conteúdo exibido por meio de seus algoritmos e de suas práticas publicitárias.

A decisão citou como precedente um julgamento de junho do Tribunal de Justiça da União Europeia.

“Respeitosamente, discordamos dessa decisão e estamos avaliando os próximos passos”, afirmou um porta-voz da Meta em comunicado, acrescentando que a empresa havia tomado medidas significativas, incluindo ações proativas de detecção e remoção de conteúdos denunciados.

De acordo com a decisão, datada de quarta-feira (16), a Meta também deverá fornecer informações sobre os anúncios falsos e sobre a receita gerada por essas propagandas.

 

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