A Amazon anunciou nesta sexta-feira (2) que vai investir mais de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,22 bilhões) nos próximos cinco anos em comunidades norte-americanas onde mantém data centers. A iniciativa ocorre em meio ao aumento das críticas e da oposição de moradores à expansão dessas estruturas, cuja construção tem avançado com o crescimento da demanda por inteligência artificial.
O programa “Construído Juntos” (Built Together, em inglês) apresentado pelo diretor da Amazon Web Services (AWS), Matt Garman, em uma publicação no blog da empresa, financiará estudos gratuitos em universidades locais e formação profissional, além de melhorias de eficiência energética em escolas e residências.
A empresa também anunciou um “Compromisso de Centros de Dados”, prometendo que suas instalações não aumentarão as contas de luz locais e que publicará os dados anuais de seu consumo de energia e água.
Garman afirmou ainda que a empresa deixará de usar acordos de confidencialidade com órgãos governamentais em seus projetos, uma prática que se tornou um importante ponto de atrito para quem se opõe aos data centers.
A Microsoft adotou princípios semelhantes em março, tornando-se a primeira gigante da tecnologia a tomar essa iniciativa.
Também em março, Amazon, Google, Meta, Microsoft, OpenAI, Oracle e xAI se comprometeram na Casa Branca a fornecer sua própria eletricidade para os novos data centers e a arcar com os custos de qualquer modernização necessária da rede elétrica.
Em seu artigo, Garman criticou o que chamou de “mitos” sobre os data centers, em particular o aumento dos custos da energia, o esgotamento dos recursos hídricos e a poluição do ar.
Ele também repercutiu teorias segundo as quais alguns países estariam divulgando informações falsas para destruir a reputação dos data centers nos Estados Unidos, uma ideia retomada pelo governo Trump, mas questionada por pesquisadores e especialistas.
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