Queen City: a comunidade negra perdida que sumiu no mapa do Pentágono
Uma comunidade negra próspera, vizinha de Washington DC, foi despejada de quase 1.000 habitantes para a construção do Pentágono. Hoje, essa história é homenageada por meio de uma instalação artística em Arlington, Virgínia.
A obra celebra 903 moradores da antiga Queen City e o bairro East Arlington, moldados pela segregação e pelo planejamento urbano de guerra. O processo de remoção ocorreu no início dos anos 1940.
Contexto histórico e origem da história
A área de Arlington já vinha carregando marcas da escravidão e da segregação. A evacuação da comunidade ocorreu para abrir espaço ao novo quartel-general, alterando o rosto do entorno.
Antes da demolição, havia igrejas, negócios, um corpo de bombeiros negro e escolas. Muitos moradores mudaram-se para outras áreas negras de Arlington ou de Washington, DC.
Arquivos e memória local
No Black Heritage Museum of Arlington, a história de Queen City é recontada com fotos e objetos. O museu destaca a ligação entre Freedman’s Village e a vila que ficou, hoje pouco visível.
Segundo o presidente do museu, Dr. Scott Taylor, Arlington já recebeu moradores que eram livres na Virginia e lutavam por direitos civis na época. A região tinha alta presença negra no início do século XX.
De Freedman’s Village ao presente
Freedman’s Village surgiu após a Proclamação da Emancipação para abrigar trabalhadores libertos. Com o passar dos anos, o local foi desmantelado e seu legado ficou marcado apenas por um marco histórico.
A história de Queen City continua a ser lembrada pela instalação artística, que se posiciona como homenagem à comunidade que quase desapareceu para abrir espaço aos prédios da era da Guerra e do Pentágono.
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