Os trabalhadores da subsidiária da Chiquita Brands no Panamá mantêm bloqueios de estradas em protesto contra a reforma da segurança social. A exigência do presidente José Raúl Mulino para reabrir as vias foi rejeitada pelos sindicatos, que buscam a aprovação de um projeto de lei para restaurar benefícios de saúde.
A Chiquita demitiu 5.000 dos 7.000 funcionários após mais de um mês de protestos, resultando em prejuízos superiores a US$ 75 milhões. Os bloqueios ocorrem principalmente na província de Bocas del Toro, onde a subsidiária opera. Francisco Smith, líder do sindicato, afirmou: “Continuamos na luta”.
O governo e os sindicatos chegaram a um acordo para restaurar os benefícios de saúde, mas a reabertura das estradas é uma condição imposta por Mulino para enviar o projeto à Assembleia Nacional. O ministro da Presidência, Juan Carlos Orillac, pediu diálogo e a manutenção da paz social, afirmando que “as coisas podem ser discutidas”.
As consequências da crise incluem escassez de produtos, caixas eletrônicos fora de serviço e escolas fechadas. Mulino alertou que “se não desbloquearem as estradas, não haverá lei”. A Chiquita suspendeu operações de plantação, embalagem e exportação de bananas, afetando uma região que depende fortemente da produção de banana e do turismo. O estado de emergência foi declarado para tentar reativar a economia local.
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