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Vacinação só de grupos vulneráveis é eficaz contra mpox, dizem especialistas

Casos da doença cresceram de 119 em 2025 para 665 em 2026, até outubro

Vacinação drive thru na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), zona norte do Rio. A cidade do Rio de Janeiro retoma hoje (25) sua campanha de aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 em idosos da população em geral.
Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), zona norte do Rio. (foto: Divulgação)

Os casos de mpox que surgiram no Brasil em 2026 levaram o Ministério da Saúde a comprar até 20 mil doses de vacina, com foco nos grupos da população mais vulneráveis à doença. Os especialistas dizem que, até o momento, as medidas preventivas têm se mostrado eficazes e não é necessário realizar uma campanha de vacinação em massa no país.

“No Brasil, pelo modo como a doença se comporta, está sendo priorizada na vacinação a população de homens jovens infectados com HIV/Aids e que têm a imunidade comprometida, além de pessoas que trabalham em laboratório manipulando o vírus”, diz a médica infectologista Carolina Lázari, que integra a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML). Pessoas que cuidam de pacientes infectados também podem contrair a doença.

Segundo Lázari, o Brasil já registrou, até outubro, 665 casos da doença, sem mortes. Em 2025, foram confirmados 119 casos.

Anteriormente, houve dois surtos: em 2022 e 2024. Em 2022, em meio a uma epidemia de emergência internacional, o país registrou 10.821 casos da doença, com pessoas atingidas pelo vírus 2B. Em 2024, ocorreu um surto também grave da doença na República Democrática do Congo. Houve a disseminação de uma nova variante, o vírus 1B, que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar o surto como uma Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional (ESPII).

Sintomas

A mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus que provoca erupções e lesões na pele, aumento dos gânglios linfáticos, febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e cansaço.

No início, a mpox se manifesta com erupções na pele e manchas que viram bolhas e formam crostas. Os sinais da doença aparecem com mais frequência no rosto, nas mãos, nos pés, na boca e na região genital, na forma de ínguas na virilha.

Infectologista do Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, no Rio de Janeiro, Rafael Galliez explica que a transmissão do vírus da mpox ocorre por contato íntimo e por gotículas respiratórias.

Entre as medidas para reduzir o risco de transmissão, estão evitar o contato direto com pessoas que apresentem lesões suspeitas e procurar atendimento em uma unidade de saúde diante de possíveis sintomas. Como tudo que envolve doenças infecciosas e transmissíveis, a percepção sobre o aumento de casos nos leva a uma maior atenção. “Estamos observando essa tendência e orientando a procura pelos serviços de saúde em casos suspeitos”, diz Galliez.

*Com informações Agência Brasil

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