Policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) realizaram uma operação no Morro Santo Amaro, no Rio de Janeiro, que resultou na morte do office-boy Herus Guimarães Mendes, de 24 anos, e deixou cinco feridos. A ação ocorreu na madrugada de sábado, durante uma festa junina, e a Polícia Civil informou que nenhum dos atingidos tinha ligação com o tráfico de drogas.
Todos os policiais envolvidos serão ouvidos na Delegacia de Homicídios até amanhã. As armas dos PMs foram apreendidas para perícia, e o governador Cláudio Castro prometeu investigações rigorosas, incluindo a análise de imagens das câmeras corporais dos policiais. Castro expressou sua indignação e tristeza pela morte de Herus, afirmando que as investigações serão rápidas e minuciosas.
A operação foi justificada pela PM como uma resposta a informações sobre um possível ataque de criminosos a facções rivais. No entanto, vídeos que circularam nas redes sociais mostram a festa cheia de crianças e famílias, que começaram a correr ao ouvirem os tiros. O comandante do Bope, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, reconheceu que os protocolos da corporação não foram seguidos durante a ação.
Herus foi baleado no abdômen e não resistiu aos ferimentos, apesar de ter sido socorrido. A mãe do jovem, Mônica Guimarães, lamentou a perda e denunciou a falta de socorro imediato. Protestos ocorreram na comunidade, com moradores e defensores dos direitos humanos exigindo justiça. Um policial civil foi detido após tentar avançar com o carro sobre os manifestantes e disparar para o alto.
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