Um diálogo inusitado entre médicos e gramáticos revela a saúde de um texto em estado crítico. Em uma cena fictícia, um gramático-cirurgião examina um texto que sofreu uma “colisão” entre onomatopeias, resultando em um coma linguístico. O estagiário residente traz a ficha do paciente, que apresenta um quadro preocupante: “infarto da mesóclise” e um “tumor no núcleo do sujeito”.
Os profissionais discutem a gravidade da situação. O gramático destaca que o texto não seguiu as orientações linguísticas, o que resultou em um consumo excessivo de figuras de linguagem. A intervenção gramatical se torna urgente, especialmente após a descoberta de que o texto estava “alcoolizado”, complicando ainda mais o diagnóstico.
Além disso, o estagiário aponta um sintoma recorrente: a repetição de verbos no gerúndio, caracterizando um caso de gerundismo, uma epidemia que afeta a língua portuguesa. O gramático admite que essa condição é quase incurável e que muitos textos não conseguem se recuperar.
A conversa entre os personagens ilustra a necessidade de revisões gramaticais e a importância de um plano de revisão para evitar que textos cheguem a estados críticos. A cena termina com a promessa de examinar um paciente com crises de pleonasmo, mostrando que a saúde da linguagem é um tema sempre atual e relevante.
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