O antigo Aeroclube de Belém, que ocupava um terreno de 500 mil m² e foi desativado há anos, se transforma em um espaço para a COP30, marcada para novembro de 2025. O local, que já abrigou aviões militares e civis, agora se prepara para receber líderes globais e milhares de participantes da Conferência do Clima da ONU.
Parque da Cidade
No terreno, está em construção o Parque da Cidade, com um investimento de R$ 980 milhões. O projeto inclui a Blue Zone, destinada a negociações oficiais, e a Green Zone, voltada para a sociedade civil. Ambas as áreas terão estruturas próprias e acesso diferenciado durante a conferência.
A proposta do parque surgiu antes da escolha de Belém como sede da COP30 e foi vencedora de um concurso nacional de arquitetura. O projeto, que ficou paralisado por anos, ganhou impulso com a confirmação da cúpula, permitindo a liberação de recursos significativos. A mineradora Vale financia a obra por meio do programa estadual Estrutura Pará, uma parceria público-privada.
Estruturas e Desafios
A Blue Zone ocupará 160 mil m² e contará com mais de cem pavilhões modulares, áreas de convivência e escritórios para quase 200 países. O espaço, cercado por um perímetro de segurança, é considerado o núcleo político da conferência, onde ocorrerão negociações formais e reuniões bilaterais.
Por outro lado, a Green Zone será um espaço mais acessível, destinado a ONGs, empresas e movimentos sociais, com auditórios para debates e áreas de exposição. O acesso será mais flexível, embora sujeito a limites de segurança.
A entrega final do parque está prevista para 1º de novembro, dez dias antes da abertura da COP30. Até o momento, cerca de 97% das obras do parque estão concluídas. Contudo, especialistas alertam que o grande desafio será a gestão do espaço após a conferência, dada a necessidade de integração com o transporte público e manutenção adequada.
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