O presidente da COP 30, André Corrêa do Lago, ressaltou a urgência de investimentos em infraestrutura urbana para que o Brasil enfrente os impactos das mudanças climáticas. Durante o Seminário Cidades Verdes, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), ele destacou que a adaptação das cidades será um dos principais temas da conferência em Belém, marcada para novembro.
Corrêa do Lago enfatizou que a infraestrutura urbana é um gargalo no Brasil, dificultando o alcance das metas de desenvolvimento sustentável. Ele apontou que as populações mais vulneráveis são as mais afetadas por eventos climáticos extremos, como secas e enchentes. A conferência deste ano buscará integrar as agendas de adaptação e mitigação, que tradicionalmente eram discutidas separadamente.
O financiamento climático global será um desafio central. Na COP 29, foi solicitado um investimento de 1,3 trilhão de dólares anuais para ações climáticas, mas o valor acordado foi de apenas 200 bilhões. Corrêa do Lago lembrou que a responsabilidade pela mitigação recai sobre os países desenvolvidos, enquanto a adaptação deve ser uma prioridade para todos.
Iniciativas Locais
Além das discussões sobre infraestrutura, o seminário anunciou que o Rio de Janeiro se tornará a segunda cidade da América Latina a instalar uma planta de energia solar em um aterro sanitário desativado. A energia gerada irá beneficiar escolas municipais com um custo 25% menor. O coordenador de Relações Internacionais da Prefeitura do Rio, Ilan Cuperstein, destacou a importância dessa iniciativa para a transição energética.
O evento, promovido pelo Instituto Onda Azul, reuniu especialistas para discutir as oportunidades e desafios das chamadas Cidades Azuis. O diretor do instituto, André Esteves, anunciou planos para aumentar a participação da sociedade na busca de soluções contra as mudanças climáticas. Em 2026, será retomada a conferência “Rio Clima”, que completará 20 anos.
Entre na conversa da comunidade