A Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira, a emenda que restabelece o voto secreto na PEC da Blindagem, com 314 votos favoráveis. A votação, que gerou polêmica, contou com a dissidência de oito deputados do PT, que desobedeceram a orientação do partido.
A manobra foi liderada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e a aprovação foi crucial para garantir a proteção de parlamentares contra a abertura de processos criminais. A emenda foi aprovada por uma margem apertada, com apenas seis votos a mais do que o necessário para alterar a Constituição.
Os deputados petistas que contrariaram a linha do partido foram: Odair Cunha (PT-MG), Jilmar Tatto (PT-SP), Kiko Celeguim (PT-SP), Alfredinho (PT-SP), João Daniel (PT-SE), Dilvanda Faro (PT-PA), Paulo Guedes (PT-MG) e Valmir Assunção (PT-BA). Sem esses votos, a proposta teria sido derrotada, dificultando a proteção dos parlamentares em relação à Justiça.
A aprovação do voto secreto é vista como uma vitória do Centrão, que busca consolidar sua influência nas decisões legislativas. A medida levanta questões sobre a transparência no processo legislativo e a responsabilidade dos parlamentares em relação à sociedade.
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