A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, anunciou uma operação da Polícia Federal (PF) para desarticular uma quadrilha especializada em fraudes em concursos públicos. A ação ocorreu três dias antes da aplicação da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que conta com mais de 760.000 inscritos. A prova objetiva acontece neste domingo, e a fase discursiva está prevista para 7 de dezembro.
Em entrevista, Dweck destacou a importância da operação, afirmando que a quadrilha desmantelada era uma das principais responsáveis por fraudes em concursos anteriores. “É fundamental que essa quadrilha não atue no concurso de hoje”, disse a ministra. Ela também informou que três indivíduos já foram afastados por envolvimento em fraudes em edições passadas do CPNU.
Reforço na Segurança
Para garantir a integridade do concurso, o governo implementou diversas medidas de segurança. Todas as salas de prova estão equipadas com detectores de metais e uma sala de Comando e Controle Integrado monitora a situação em tempo real. De acordo com Dweck, essa estrutura permite uma comunicação rápida com as polícias civis e militares de todo o Brasil.
O CPNU deste ano oferece 3.652 vagas em 32 órgãos, sendo 3.144 para nível superior e 508 para nível intermediário. A ministra reafirmou que, por ora, não há previsão de uma nova edição do concurso para o próximo ano, priorizando a nomeação de candidatos aprovados anteriormente. O objetivo do CPNU é centralizar e democratizar a seleção para cargos públicos federais.
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