A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) confirmou que o metanol encontrado em bebidas apreendidas no estado foi adicionado de forma irregular, conforme laudo do Instituto de Criminalística. Desde 29 de setembro, 16 mil garrafas foram confiscadas e 10 estabelecimentos interditados. A investigação se intensifica após três mortes confirmadas e mais sete em apuração.
O metanol, um álcool altamente tóxico, pode causar cegueira e morte. A SSP informou que a análise das amostras é realizada continuamente pela Polícia Civil. O laudo aponta que o metanol não é resultado da destilação natural, mas sim uma adulteração. O total de intoxicações por metanol no estado chega a 176 casos, com 18 confirmados.
Medidas e Investigações
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) detalhou que as operações da Vigilância Sanitária são essenciais para rastrear a origem das bebidas contaminadas. Os investigadores cruzam notas fiscais para identificar distribuidores e intervir onde necessário. As interdições incluem seis distribuidoras e dois bares, com a possibilidade de cassação das inscrições estaduais de quem não comprovar a origem dos produtos.
Além disso, o governo anunciou a aquisição de 2.500 ampolas de álcool etílico, antídoto para intoxicação por metanol, que serão distribuídas a 20 hospitais da rede estadual. Essas medidas visam garantir um atendimento rápido aos pacientes afetados e conter a crise de saúde pública gerada pela adulteração de bebidas.
Entre na conversa da comunidade