A COP30, que ocorrerá em novembro em Belém, Brasil, enfrenta desafios logísticos significativos, como a alta demanda por hospedagem, que pode dificultar a presença de representantes de diversos países. Para contornar essa situação, foi lançada a plataforma digital Maloca, um metaverso que permitirá a participação remota em debates e eventos da conferência.
A Maloca se assemelha a um jogo e pode ser acessada globalmente, promovendo maior inclusão nas discussões climáticas. O nome da plataforma é inspirado nas cabanas coletivas de comunidades indígenas da Amazônia, mas, neste caso, é construída com tecnologia digital. A proposta é facilitar o diálogo entre as negociações climáticas e a sociedade civil, funcionando como um fórum para debate e compartilhamento de soluções.
Acesso e Funcionalidades
Os países e organizações do terceiro setor têm até o dia 12 de outubro para solicitar a realização de eventos na Maloca. A plataforma pode acomodar até 7.200 eventos em 20 ambientes virtuais, operando 24 horas durante as duas semanas da COP30. Os usuários poderão personalizar seus avatares e interagir nas discussões, utilizando um chatbot chamado Macaozinho, que fornece informações confiáveis sobre mudanças climáticas.
Este projeto visa aumentar a acessibilidade e a participação da sociedade civil, uma preocupação central da presidência brasileira para o evento. A Maloca não substituirá a experiência presencial, mas oferecerá uma alternativa para aqueles que não podem estar em Belém. A iniciativa faz parte de um esforço maior, como o Mutirão Global, que busca mobilizar a população em torno das questões climáticas.
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