O Dia Mundial de Luta contra o HIV, celebrado nesta terça-feira, reacende o debate sobre avanços e desafios no enfrentamento da doença. Dados da UNAIDS mostram que, em 2024, houve 1,3 milhão de novas infecções e 9,2 milhões de pessoas ficaram sem tratamento. No Brasil, 46.495 novos casos foram registrados em 2023, com destaque para grupos com maior vulnerabilidade.
Em 2023, o país também teve 10.338 óbitos por AIDS. A mortalidade permanece concentrada em populações negras e em homens que têm relações com homens (HSH). O país comemora avanços conseguidos pelo SUS, incluindo a eliminação da transmissão vertical e metas de diagnóstico e tratamento até 2030.
Dados globais e metas nacionais
A ONU alerta que décadas de progresso correm risco diante de interrupção de programas e cortes no financiamento. No Brasil, o objetivo é diagnosticar 95% das pessoas com HIV/AIDS, tratar 95% dos diagnosticados e manter 95% com carga viral suprimida até 2030, reduzindo a incidência e óbitos em 90%.
No aspecto demográfico, 63% dos óbitos por AIDS em 2023 ocorreram entre pessoas negras. A via de transmissão permanece majoritariamente sexual, especialmente entre 13 anos ou mais. Entre gestantes, há aumento de detecção, com 3,3 casos por mil nascidos vivos em 2023.
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