Nora Lawrence, diretora executiva do Storm King Art Center, atua há 13 anos na curadoria e na escolha de esculturas ao ar livre. O museu a céu aberto fica no Hudson Valley, em Nova York, e segue ampliando sua relação com artistas contemporâneos. Em Art Basel Miami Beach, Lawrence conduziu um tour com The Art Newspaper para selecionar favoritas.
A- partir do encontro, as escolhas destacam obras tridimensionais, associadas a cuidados com obras ao ar livre e ligações com o Storm King. O cenário da divulgação foi a convenção, onde a executiva avalia processos criativos e materiais empregados pelos artistas.
Obras selecionadas
Thaddeus Mosley, Oval Continuity (2017): a obra impressiona pela continuidade de formas e pelo uso de troncos que o artista transforma em escultura. Lawrence enaltece a integridade do processo, com produção que envolve trabalho autoral contínuo. A peça remete à ideia de árvore como base estrutural.
Rashid Johnson, Untitled Totem (2024): destacada pela presença de plantas que convidam o observador a olhar com mais cuidado. A superfície trabalhada em bronze após modelagem em argila evidencia cuidado com a conservação de obras expostas ao ar livre.
Mary Ann Unger, Untitled (1997): em barro com pigmento, a obra sugere forma de coração de modo abstrato. A curadora aponta a relação da artista com o feminismo e sua prática intuitiva, frequentemente associada a nomes como Louise Bourgeois.
Saif Azzuz, Private Collection (2023): o único item não escultural escolhido; a referência envolve um vínculo com Storm King, já que o artista participou de residência e planeja desenvolver uma escultura de esturjão para o rio Hudson no próximo ano.
Paloma Varga Weisz, Bumpman Seated (2005): da gama Bumpman, a peça é trabalhada em madeira e recebe acabamento que lembra cerâmica. A artista, com formação em marcenaria, costuma remeter a referências de arte medieval em seus trabalhos.
Claes Oldenburg, Giant Saw: Soft Version (study) (1966): a obra dialoga com Store, conceito realizado com uma vitrina de loja em Nova York. A coloração remete à bandeira sueca, conectando o artista a elementos pessoais e a práticas de incentivo à participação do público na arte contemporânea.
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