Ernesta Chirwa, de Cape Town, vivenciou um parto de alto risco em 15 de fevereiro de 2022, após contratar uma mulher que acreditava ser parteira licenciada. A viagem ao hospital foi feita com suporte de uma suposta parteira que, na verdade, integrava uma sociedade radical ligada a mortes infantis ao redor do mundo.
Os bebês não resistiram e, pouco depois, a família entrou com ação judicial por negligência. A suposta parteira deixou a África do Sul, voltou ao exterior e passou a ocupar posição de destaque dentro da Free Birth Society (FBS), organização questionada por relatos de partos sem assistência médica.
Contexto da investigação
A FBS é uma empresa com base na Carolina do Norte, ligada a práticas de nascimento sem intervenção médica e a visão de partos “selvagens”. Laboratórios de ensino online promovem cursos como o Radical Birth Keeper, voltados a treinamentos que não são reconhecidos como assistência médica formal.
Envolvimento de Collins e Circle of Elephants
A mulher que acompanhava Chirwa era associada a Circle of Elephants, prática descrita em documentos como centro de parto com ênfase não médica. Em registros, houve ligação entre Circle of Elephants e casos de partos com complicações severas, incluindo dois casos de natimortos em 2020 e 2021.
Desenvolvimento do caso na África do Sul
Autoridades de saúde da Western Cape interpelaram Collins e a sócia em 2021, solicitando registros formais com a SANC. Subsequentemente, foi ordenado que cessassem a prática até regularizarem a atuação. A família de Chirwa afirma que a informação sobre a não habilitação não foi comunicada.
Ação judicial e desdobramentos
A família entrou com processo cível, buscando reparação por suposta negligência e má conduta. Um parecer de obstetrícia, elaborado para o litígio, descreveu a conduta como inadequada. No decorrer do processo, Collins negou a atuação como médica, mantendo-se como birth keeper.
Situação atual
Após o processo, Collins deixou a África do Sul e passou a atuar como liderança sênior na FBS. Participa de eventos e atividades de liderança, inclusive no festival Matriarch Rising, onde atuou como DJ e foi divulgada participação em rituais de dança.
Perspectiva de fontes e resposta institucional
A FBS sustenta disputas legais e críticas ao modelo médico tradicional de parto. Em resposta, as fontes associadas não ofereceram comentários detalhados sobre o caso de Chirwa, mantendo a narrativa de defesa de seu método de nascimento. A investigação jornalística continua, com foco em ligações entre as atividades da organização e casos graves em diversas regiões.
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