O Inep, órgão responsável pelo Enem, afirmou que não houve vazamento de questões na edição de 2025. A declaração veio após novas suspeitas sobre supostos adiantamentos que teriam surgido em Belém, no Pará, relacionados aos dias 30 de novembro e 7 de dezembro.
Segundo o presidente Manuel Palacios, a análise técnica revelou que as questões em questão possuem pouca semelhança entre si e que o problema está no tema abordado, não na formulação das perguntas. A defesa é de que o exame não foi prejudicado e não há necessidade de alterações no cronograma.
As investigações giram em torno de cinco itens avaliados pelo Inep na região nordeste para o Enem Pará. Em paralelo, foram anuladas três questões do Enem nacional por consequência da polêmica, com a Polícia Federal acompanhando o caso.
O caso envolve o estudante Edcley Teixeira, apontado pela imprensa como suposto divulgador de adiantamentos, que negou irregularidades em lives e mentorias. Palacios afirmou que a PF ainda investiga possíveis ações irregulares associadas ao jovem.
Sobre o funcionamento do banco de itens, o presidente do Inep explicou que o Enem utiliza um sistema de pré-teste para validar questões inéditas. Nos últimos três anos, o instituto testou cerca de 4 mil itens, com apenas uma pequena fração ingressando nas provas oficiais.
Palacios ressaltou a importância do pré-teste para manter a comparabilidade entre diferentes edições do Enem. Sem esse processo, seria difícil assegurar a equidade entre candidatos de diversas regiões do país.
A análise sobre as supostas questões adiantadas em Belém indicou que alguns itens não apresentam conexão direta com a avaliação geral, o que não força mudanças no desenvolvimento ou nos resultados do exame. A apuração continua em curso para esclarecer todos os aspectos.
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