A Unesco reconheceu pela primeira vez a culinária italiana como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A confirmação ocorreu na quarta-feira, durante a 20ª sessão do comitê em Nova Déli, pela primeira-ministra Giorgia Meloni, após uma campanha de três anos.
Antes, a Unesco já havia listado itens culturais imateriais italianos, mas apenas de forma isolada, como a prática do pizzaiolo napolitano, a caça às trufas e a ópera, entre outros. A decisão amplia o conceito ao abranger a cozinha italiana na sua totalidade.
O reconhecimento destaca a culinária como fusão cultural e social, envolvendo comunidade, pertencimento, memória compartilhada e técnicas artesanais. O ato também ressalta que cozinhar é uma forma de cuidado, expressão de afeto e reconstrução de raízes culturais.
Entre as implicações está a preservação de expressões culturais relacionadas, como língua e gestos, segundo a Unesco. A escolha ocorreu durante a 20ª sessão do Comitê, na Índia, e soma-se a uma lista de 20 patrimônios intangíveis já vinculados à Itália.
Historicamente, a Itália já contava com reconhecimentos anteriores, incluindo a arte do pizzaiolo napolitano, a caça e a extração de trufas, o canto de ópera e a fabricação artesanal de violinos em Cremona.
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