Manchester Metropolitano mantém liderança histórica no ranking de clima e justiça social entre universidades, após mais um ano de divulgação. A análise mostra que oito novas instituições encerraram vínculos com o setor de petróleo, elevando o total a 18 na lista. Isso representa 12% do total do ensino superior pesquisado.
Acompanhando a tendência, o desinvestimento em fósseis ganhou fôlego: o número de universidades que cortaram investimentos relacionados ao setor passou de 6 para 13. O movimento é visto como resposta a críticas sobre impacto ambiental e transição energética justa.
Além disso, o estudo destaca avanços na defesa de direitos de migrantes. O número de universidades que se desinvestem de empresas ligadas a controles de fronteira subiu para 13, em complemento a ações de proteção a refugiados e solicitantes de asilo.
Desempenho e mudanças na classificação
O ranking deste ano mantém Manchester Metropolitan University na primeira posição pela quarta vez, citando resultados consistentes em energia, redução de carbono e retrofit de aquecimento. O projeto envolveu substituir sistemas a gás por bombas de calor elétricas e fontes de energia eficientes.
Entre as grandes mudanças, o Universidade de Oxford avançou 30 posições, mantendo a nota 2:1. Cambridge saltou 10 posições, subindo de 3ª para 2:2, segundo o levantamento que avalia 147 universidades do Reino Unido com 14 critérios de clima e justiça social.
Contextos de ação e impactos
O estudo aponta que oito instituições se comprometeram a encerrar recrutamento em empresas fósseis, um crescimento de 80% frente ao ano anterior. A coordenação fica a cargo da organização People and Planet, com avaliação de políticas institucionais de sustentabilidade.
Josie Mizen, co-diretora de clima e justiça na People and Planet, ressalta o impulso da medida. Andre Dallas, coordenador de justiça para migrantes, destaca impactos positivos na legitimidade de políticas de fronteira sob pressão pública.
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