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Protesto anti-anistia em MG resulta em pichação de monumento histórico

Mulher é detida em Belo Horizonte após pichar o Monumento à Terra Mineira; ação, filmada por Enio Panzera, gera debate sobre penas e STF nas redes

Manifestante de esquerda foi presa após pichar monumento na Praça da Estação, em Minas Gerais (Foto: )
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Neste domingo, em Belo Horizonte, uma mulher foi detida pela polícia militar após pichar o Monumento à Terra Mineira, na Praça da Estação. A frase pichada foi Demarcação. Brasil, terra indígena. A ação foi registrada em vídeo pelo engenheiro Enio Panzera, conhecido como Fala Panza.

Segundo Panzera, a moça se identificou como Tatá Borun Xonin e confirmou ter usado tinta de spray para a pichação, ainda diante de quem a filmava e da chegada dos policiais. Houve resistência dos manifestantes de esquerda durante a detenção em flagrante.

Repercussões e contexto jurídico

A pichação de monumento público de valor histórico é crime previsto em lei, com detenção de 6 meses a 1 ano e multa. O caso gerou debate nas redes sobre penas, STF e tratamento de crimes de menor potencial ofensivo, que costumam admitir transação penal.

Pelo histórico citado, casos semelhantes raramente resultam em prisão. A única exceção recente envolveu Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos em 2023 por pichagens associadas a crimes maiores, incluindo organização criminosa e dano ao patrimônio tombado. Ela cumpriu parte da pena em regime fechado, hoje em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.

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