O governo da Inglaterra lançou um piloto de vacinação porta a porta para crianças, com aporte de 2 milhões de libras. A iniciativa começa em janeiro e abrange 12 áreas piloto, com foco em famílias sem cadastro de GP ou com barreiras de deslocamento.
Profissionais de saúde, como enfermeiras e obstetrizes, vão administrar vacinas em domicílio. As crianças serão identificadas por registros do NHS, notas de visitas de saúde e bases locais, visando facilitar o acesso e reduzir obstáculos.
Se for bem-sucedido, o programa pode se expandir a nível nacional em 2027. O piloto também inclui a introdução da vacina contra varicela no NHS, integrada ao esquema MMRV.
Contexto de adesão vacinal
Dados do UKHSA indicam queda na cobertura das vacinas infantis em 2024-25. Apenas 91,9% das crianças de cinco anos receberam uma dose do MMR e 83,7% completaram as duas doses, abaixo de metas.
A situação é agravada por casos graves de sarampo em Liverpool e pelo menor desempenho do Hib/MenC e do refortalecimento tríduplo. A taxa de vacinação do Hib/MenC foi de 88,9% para cinco anos.
Além disso, apenas 81,4% das crianças de cinco anos receberam o reforço de poliomielite, coqueluche, tétano e difteria (dosis tetra-valor). Cerca de 20% começam a escola primária sem proteção.
Expansão da vacinação em domicílio e nova vacina
A partir de sexta-feira começa a oferta da vacina contra varicela nas práticas de GP, integrada ao novo esquema MMRV. O objetivo é proteger cerca de 500 mil crianças por ano.
O MMRV está previsto para substituir o MMR isoladamente, com vacinação aos 12 e 18 meses. A prática de administrar vacinas no domicílio busca reduzir desigualdades, especialmente em famílias com dificuldades de acesso.
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