O Brasil alcançou a marca de 1.510 pesquisadores vinculados a instituições nacionais entre os cientistas mais citados do mundo, segundo um levantamento internacional divulgado em outubro de 2026. O número representa um crescimento de 3,4% em relação ao ano anterior, quando o país registrou 1.461 nomes. Apesar do avanço, o Brasil permaneceu na 24ª posição mundial em quantidade de pesquisadores selecionados.
O estudo, publicado em 7 de outubro, é elaborado pelo pesquisador John Ioannidis, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e disponibilizado pela editora científica Elsevier. A análise utiliza dados da plataforma Scopus e considera os 100 mil cientistas com maiores pontuações em indicadores de citações ou aqueles que estão entre os 2% mais bem posicionados em suas subáreas.
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USP lidera entre as instituições brasileiras
A Universidade de São Paulo (USP) concentra o maior número de pesquisadores do país, com 282 representantes. Na sequência aparecem a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 105 cientistas, e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), com 87. Juntas, as três instituições concentram mais de 31% dos pesquisadores vinculados ao Brasil presentes na lista anual.
Entre os principais nomes estão Carlos Augusto Monteiro, da USP, conhecido por suas pesquisas sobre alimentos ultraprocessados; Cesar Gomes Victora, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), referência em saúde pública; e José Antonio Marengo, do Cemaden, que atua em estudos sobre mudanças climáticas.
Presença brasileira cresce 77% desde 2020
A participação brasileira no levantamento aumentou 77% desde 2020, quando o país tinha 853 cientistas na classificação anual. Além disso, o número de instituições nacionais representadas chegou a 259, nove a mais do que na edição anterior.
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Na avaliação que considera as citações acumuladas ao longo da carreira, o Brasil passou de 1.195 para 1.304 pesquisadores, crescimento de 9,1%. As duas listas não devem ser somadas, pois um mesmo cientista pode aparecer em ambas.
Estados Unidos e China dominam ranking mundial
Os Estados Unidos lideram a classificação internacional, com 73.638 cientistas, quase o dobro da China, segunda colocada, com 37.203. O Reino Unido aparece na terceira posição, com 18.300 pesquisadores, seguido pela Alemanha, com 10.938.
Apesar da liderança americana, a China registrou um crescimento de 17,4% no número de pesquisadores selecionados, enquanto os Estados Unidos avançaram 0,8%. Entre os maiores aumentos percentuais, considerando países com pelo menos 50 representantes, está o Marrocos, que registrou alta de 38,1%.
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Brasil lidera na América Latina e supera Taiwan por um cientista
Na América Latina, o Brasil ocupa a primeira posição em quantidade de pesquisadores presentes na lista anual. O país possui mais que o triplo dos representantes do México, segundo colocado regional, com 468 cientistas. Chile e Argentina aparecem com 288 e 217 nomes, respectivamente.
No cenário mundial, a diferença para os países mais próximos é pequena. O Brasil ocupa a 24ª colocação, com 1.510 cientistas, apenas um a mais que Taiwan, que aparece logo atrás. A Polônia, na 23ª posição, possui 1.616 pesquisadores selecionados.
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