A polícia de Wiltshire intensifica a luta contra a caça de lebres, prática criminosa associada a redes internacionais. Em áreas rurais, incluindo o Vale de Pewsey, gangues promovem a perseguição usando cães de caça, com apostas sobre o tempo de captura da lebre. O crime tem crescido e preocupa autoridades locais.
Segundo oficiais, os roubos e a caça ilegal cresceram mais de 20% no último ano na região. Desde janeiro de 2025, 30 pessoas foram presas, um aumento de 500% em relação a 2024. Observadores apontam que grupos vêm de diferentes partes do Reino Unido para explorar os campos abertos após a colheita.
O que está acontecendo
A prática envolve cães como galgos ou lurchers serem soltos para capturar lebres. Em várias ocasiões, as perseguições são transmitidas ao vivo e participam apostadores de diversos países. A tranquilidade dos campos contrasta com a violência ocorrida à noite.
Quem está envolvido e onde
As estratégias de caça concentram-se em rotas de trilhas, caminhos e estradas de terra que permitem acesso a veículos 4×4. Os hotspots ficam no interior de Wiltshire, especialmente na região do Vale de Pewsey, onde distritos rurais são usados como terreno de jogo pelos criminosos.
Como as autoridades respondem
A polícia de Wiltshire diz contar com equipes armadas, drones e fiscalização de tráfego para interceptar os suspeitos. A atuação também envolve parcerias com o RSPCA, a NFU e a Countryside Alliance. A ideia é desarticular redes ligadas a furtos de equipamentos agrícolas e outros crimes.
Impactos e contexto
Além do prejuízo econômico, a caça ilegal de lebres causa ferimentos a trabalhadores rurais que confrontam os suspeitos e às próprias lebres, que sofrem durante as perseguições. Agricultores instalaram barreiras, cercas e sistemas de vigilância para reduzir as tentativas de invasão.
Perspectivas de fiscalização
Autoridades destacam que o problema não se restringe a Wiltshire; há indícios de que o crime se manifesta onde houver populações de lebres. A colisão entre defesa de propriedades e criminalidade organizada complica as operações de monitoramento.
Progresso e próximos passos
Especialistas apontam sinais de endurecimento das punições previstas no Hunting Act de 2004, com maior poder de apreensão de cães. O objetivo é reduzir a incidência, coibir os laços com redes internacionais e proteger produtores rurais.
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