A American Federation of Teachers, principal sindicato de professores do Texas, iniciou uma ação federal contra o estado, alegando investigações inconstitucionais sobre centenas de docentes que comentaram em redes sociais após a morte do ativista conservador Charlie Kirk. A ação visa bloquear a atuação da Texas Education Agency e do comissioner Mike Morath, acusados de violar a proteção à liberdade de expressão dos profissionais.
A ação legal se baseia em uma carta de Morath, enviada em 6 de setembro a diretores escolares, pedindo que reportassem docentes que tenham feito observações consideradas por ele inadequadas sobre Kirk. O sindicato sustenta que a orientação desencadeou uma ampla repressão de falas protegidas pela Primeira Emenda, mesmo quando feitas em contas pessoais e fora do expediente escolar.
Contexto e desdobramentos
A Texas Education Agency recebeu mais de 350 queixas sobre atividades em redes sociais relacionadas à morte de Kirk. Até o momento, a agência informou ao Texas Tribune que 95 denúncias ainda estão sob investigação, com centenas sendo arquivadas ou consideradas não substanciadas.
A ação requer que o tribunal declare inconstitucional a política de investigação, interrompa as apurações relacionadas e determine uma orientação corretiva que afirme que distritos não precisam reportar comentários feitos por educadores em contas pessoais. A TEA não respondeu a pedidos de comentário.
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