Doze horas após o roubo de 13 obras de Henri Matisse e Cândido Portinari na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, a polícia já havia apresentado avanços significativos na investigação. As obras permanecem desaparecidas, avaliadas entre 700 mil e 1 milhão de reais, conforme informações oficiais.
O crime ocorreu em uma manhã de domingo, quando dois homens armados forçaram a segurança e um casal que visitava a exposição. Os ladrões tiraram oito gravuras de Matisse e cinco de Portinari de uma vitrine, levando-as em uma bolsa de lona e fugindo pela entrada principal em direção à estação de metrô Anhangabaú.
Prisões e desdobramentos
Um dia após o assalto, a polícia de São Paulo prendeu um suspeito que era monitorado a partir de imagens de câmeras. O homem continua detido durante as investigações. Em 18 de dezembro, outra pessoa foi detida preventivamente, com a polícia avaliando que não participou diretamente do crime, mas foi flagrada com os ladrões logo após o ocorrido.
Em 19 de dezembro, uma terceira pessoa, uma mulher, foi apreendida sob a suspeita de ter auxiliado escondendo as obras após o roubo. Ela é casada com Gabriel Pereira Rodrigues de Mello, o suspeito que permanece foragido e conhecido pelos apelidos Gargamel e Capybara.
Contexto e cooperação
Mello tem histórico criminal com registros de roubos e furto agravado, alguns ocorridos há mais de uma década. O caso envolve a Polícia Civil de São Paulo, com colaboração do Instituto Brasileiro de Museus, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e da Associação Brasileira de Galerias de Arte.
As obras roubadas faziam parte de uma exposição realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo. O município informou que a Interpol foi acionada para evitar a saída das peças do país, e que a investigação segue para localizar as obras e esclarecer todas as circunstâncias do crime.
Entre na conversa da comunidade