Marilyn Manson enfrenta nova investida após a entrada em vigor de uma lei da Califórnia em 1º de janeiro. Ashley Walters, ex-assistente do músico, busca fazer reviver uma ação por abuso sexual que já havia sido rejeitada em decisão sumária no mês passado. A defesa de Walters alega que a AB 250, nova lei, pode estender o prazo para casos em atraso contra indivíduos.
O processo movido em 2021 acusa Warner, conhecido como Marilyn Manson, de abuso mental e sexual em 2010, quando Walters trabalhava para ele. A ação alega conduta violenta e constrangedora, incluindo episódios descritos como agressões físicas durante períodos de uso de drogas.
A defesa de Walters argumenta que a AB 250 permite abrir uma janela retroativa de dois anos para casos de abuso sexual adulto contra indivíduos, mesmo se o réu não tiver relação com uma entidade. Alega que a ação ainda não teve julgamento final, pois não houve transmissão de uma ordem de rejeição final após o veredicto de 2025.
Na prática, a nova lei mira fechar lacunas legais levantadas por versões anteriores. Enquanto AB 2777 exigia prova de encobrimento para ações contra entidades, AB 250 permite ações contra pessoas físicas sem esse requisito. Algumas limitações continuam para entidades públicas e empresas.
Walters solicitou perante o juiz Steve Cochran que reconsidere a decisão de rejeição ou permita emenda da ação para refletir a nova legislação. Os advogados afirmam que recorrer implicaria custos elevados e que a Justiça pode ser mais eficiente se o caso for reavaliado agora.
Contexto legal e próximos passos
A disputa marca um dos primeiros testes de AB 250, que entra em vigor retirando obstáculos a vítimas de abusos sexuais. O objetivo declarado é ampliar o acesso à justiça para casos em atraso, especialmente contra indivíduos. O andamento do caso permanece em aberto até novo posicionamento do Judiciário.
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