Foram presas nesta semana cinco lideranças do Comando Vermelho, ligadas a estados diferentes do Brasil: Goiás, Piauí, Mato Grosso, Bahia e Alagoas. As prisões ocorreram entre segunda-feira (5) e sexta-feira (9), em ações de inteligência das forças de segurança. As lideranças são apontadas em investigações como responsáveis por crimes como homicídios, tráfico de armas e drogas, estupro e roubos.
Segundo a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), os presos atuavam como dirigentes da organização criminosa em seus respectivos estados. As ações mobilizaram agentes de várias unidades, com cumprimento de mandados e monitoramentos de atividades ligadas ao crime organizado.
Prisões e envolvidos
Na manhã desta sexta-feira (9), a Polícia Militar prendeu Cássio Dumont, conhecido como “Cascão”, apontado como liderança do crime em Goiás. Ele foi localizado no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, Rio de Janeiro. Cascão já possuía antecedentes por homicídio e integrava a fuga da Penitenciária de Trindade, em Goiânia.
Região do sul e sudeste
Em São Gonçalo (RJ), policiais civis da 29ª DP (Madureira) prenderam um líder ligado ao grupo baiano “Bonde do Maluco”, com três mandados de prisão por homicídio, cumpridos na quinta-feira (8). Em Mato Grosso, Rafael Amorim de Brito, conhecido como “Rafão” e considerado o criminoso mais procurado, foi preso em Itaboraí (RJ) na quarta-feira (7). Investigações apontam passagens por estupro, tráfico, roubo e quatro mandados abertos, além de suposto envolvimento no assassinato de policiais.
Piauí e Alagoas
Na segunda-feira (5), agentes do 6º BPM (Tijuca) prenderam um suspeito de participação em 19 homicídios no Piauí, conhecido como “Gordinho”, ligado ao “Bonde dos 40”. Também na segunda-feira (5), o líder do tráfico de Campo Alegre (Alagoas) foi capturado pela polícia Civil em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; dois mandados de prisão preventiva foram cumpridos por tentativa de homicídio qualificado.
As investigações seguem para confirmar relações entre as prisões e a organização criminosa, bem como para quais áreas cada líder respondia. Não houve confirmação de novas prisões até o fechamento desta edição.
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