O caso envolve Frank Cascio, seus pais e irmãos, que foram a um tribunal de Beverly Hills nesta quarta-feira para contestar uma tentativa da herança de Michael Jackson de manter as denúncias em segredo por meio de arbitragem.
Os Cascio alegam que Jackson os teria preparado, manipulado e abusado sexualmente por décadas, de meados dos anos 1980 até a morte dele, em 2009. O objetivo é invalidar um acordo firmado com a estates que, segundo eles, seria uma solução para silenciar vítimas de abuso.
O processo em curso busca tornar pública uma ação judicial contra a herança, contestando a confidencialidade do acordo inicial. O tribunal ainda não deu um despacho definitivo sobre a petição para forçar a arbitragem.
Argumentos da defesa e da acusação
Marty Singer, advogado da herança, afirmou que o grupo assinou um acordo em janeiro de 2020, que foi reaberto por mais dinheiro adiantado, e hoje visa apresentar uma ação pública que violaria cláusulas de confidencialidade.
Mark Geragos, representante dos Cascio, argumentou que o processo foi acelerado para explorar o choque emocional dos irmãos diante das descobertas. Ele sustenta que os acordos foram forçados em meio a vulnerabilidade.
Contudo, a defesa sustenta que as vítimas assinam acordos para encerrar litígios de forma confidencial, mantendo direitos e mecanismos de resolução. O caso já envolve pedidos de manter parte dos documentos sob sigilo.
Desdobramentos e próximos passos
Geragos afirmou que, se o juiz aceitar a posição conservadora da defesa, o caso poderá seguir para arbitragem. Os Cascio consideram recorrer se a arbitragem for imposta.
Histórico relevante
Entre as alegações apresentadas, há relatos de encontros com Jackson em locais como Las Vegas, segundo documentos apresentados pelos Cascio. Também há menções a instruções para evitar a presença de advogados durante reuniões.
Contexto processual
A disputa ganhou contornos após a divulgação de acusações de abuso sexual de infância. O processo envolve questões de coação, confidencialidade e validade de acordos realizados em momentos de trauma.
Situação atual
Ao final da audiência, os Cascio deixaram o tribunal sem falar com a imprensa. Uma audiência subsequente sobre o segredo de documentos ficou marcada para 5 de março.
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