Nos últimos dias, agentes do ICE entraram no terreno de uma escola de Minneapolis, durante o dia 7 de janeiro, enquanto o jovem jornalista Lila Dominguez preparava um artigo sobre o tiroteio envolvendo Renee Good. No momento da incursão, a estudante de 11º ano estava na sala de basement da Roosevelt High School, acompanhando vídeos do lado de fora. A presença dos agentes provocou tensão entre alunos, famílias e a comunidade escolar.
Dominguez, que criou recentemente o jornal digital da Roosevelt, descreveu o momento como muito turbulento. Os agentes usaram irritantes químicos do lado de fora e houve detenção de um funcionário da escola. As portas foram fechadas para proteger quem estava dentro, enquanto locais próximos presenciavam a ação.
A escola optou por cancelar as atividades presenciais por dois dias e ofereceu ensino remoto até meados de fevereiro. A medida faz parte de uma resposta mais ampla de distritos de Minneapolis, diante do aumento da atuação de agentes federais na região, que já impacta a frequência escolar.
O impacto vai além da Roosevelt. Em bairros vizinhos, um pai ou responsável foi detido em um ponto de ônibus ao esperar a criança, e a Robbinsdale School District confirmou a detenção, assegurando que a estudante envolvida conseguiu chegar à escola normalmente. A confirmação ocorreu junto à família e aos alunos da comunidade.
Representantes da Minneapolis Public Schools afirmaram que a presença de ICE gerou medo, confusão e ansiedade entre estudantes e adultos da comunidade. O presidente do conselho escolar, Collin Beachy, destacou o empenho em oferecer apoio a todos os afetados e pediu atendimento mais reducionista da intervenção federal.
Alguns alunos participaram de ações de protesto, como caminhadas até as escolas para questionar a atuação de ICE. Dominguez ressaltou que várias turmas perderam presença significativa e que o foco nos estudos ficou comprometido diante da crise vivida pela comunidade.
O clima escolar segue tenso em meio à continuidade da atuação de agentes federais em áreas residenciais e próximas às escolas. Dominguez relatou que, mesmo com o apoio de diretores e funcionários, a experiência escolar neste período não parece normal, e os estudantes permanecem atentos aos desdobramentos.
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