O MEC divulgou nesta segunda-feira (19) os resultados do Enamed, a avaliação da formação médica, envolvendo 351 cursos no país. Associações de ensino privado questionam divergências de dados entre o relatório divulgado agora e o que foi registrado em dezembro. Anup e Abmes pedem esclarecimentos técnicos antes de se manifestarem de forma definitiva.
A Anup afirmou que existem inconsistências entre os números apresentados e os dados das instituições, principalmente no que se refere ao total de estudantes considerados proficientes. A entidade aguarda informações do MEC e do Inep para entender as diferenças.
A Abmes criticou a condução do Enamed, destacando que a primeira edição ocorreu sem critérios claros de desempenho, cortes de proficiência e consequências. A associação aponta que aplicar medidas punitivas já na edição inaugural fere previsibilidade, transparência e segurança jurídica.
Avaliação
A maioria dos cursos teve desempenho considerado bom, com 243 cursos excedendo o patamar mínimo de proficiência. No total, 60% dos concluintes apresentaram proficiência suficiente em seus aprendizados.
Entre os dados, estudantes de instituições federais somaram a média mais alta, com 83,1% de proficiência. Estudantes de universidades estaduais registraram 86,6% de proficiência, entre 2.402 alunos avaliados.
A rede municipal apresentou os piores resultados, com média de 49,7% entre 944 alunos. Já os 15.409 estudantes da rede privada com fins lucrativos registraram média de 57,2%.
O ministro da Educação, Camilo Santana, participou de um evento no Palácio do Planalto e afirmou que as medidas cautelares serão aplicadas de forma gradual, com foco em transição. Segundo ele, o objetivo é não prejudicar alunos, mas estimular a melhoria de infraestrutura, monitoria e laboratórios.
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